Cuba sem diesel: o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O, afirmou na quarta-feira (13), em Havana, que o país não tem “absolutamente nenhum combustível e absolutamente nenhum diesel” para sustentar a geração elétrica. A declaração confirma a base dos apagões rotativos que atingem a ilha.
Cuba sem diesel expõe colapso estatal
Segundo a Folha Destra, a fala foi dada em meios de comunicação estatais e descreveu um esgotamento total das reservas. Havana enfrenta os apagões mais severos das últimas décadas, com impacto direto sobre transporte, rotina urbana e operação de serviços básicos.
O dado central é simples. Sem diesel, o sistema elétrico perde capacidade de manter usinas e redes de apoio. O governo cubano, que controla a economia e os setores estratégicos, admite não conseguir garantir o mínimo: energia para a população. Não se trata de oscilação pontual. Trata-se de falha estrutural de abastecimento.
A crise também desmonta a retórica romântica sobre o modelo cubano. Um regime que concentra poder, sufoca iniciativa privada e depende de arranjos políticos externos tende a produzir escassez, baixa produtividade e paralisia. Quando falta combustível, falta tudo. E a conta cai sobre o cidadão comum, não sobre a cúpula do regime.
Impacto político e econômico
O reconhecimento público da falta total de combustível indica que Havana já não consegue esconder a profundidade da crise. Em países com mercado mais aberto, oferta, preço e investimento ajudam a recompor estoques. Em economias fechadas, o desabastecimento vira regra e o racionamento substitui a normalidade.
O caso cubano mostra, mais uma vez, o fracasso do Estado hipertrofiado vendido por décadas como símbolo de justiça social. Sem liberdade econômica, sem segurança jurídica e sem produção suficiente, sobra propaganda e falta diesel. O resultado é o previsível: apagão, escassez e dependência.