Daniel Vorcaro segue preso em Brasília após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação apresentada por sua defesa. Segundo a coluna de Claudio Humberto, publicada no Diário do Poder, a colaboração foi considerada insuficiente e não mudou a situação do banqueiro.
Delação rejeitada por falta de amplitude
Preso na superintendência da PF em Brasília, o dono do Banco Master é alvo de acusações como gestão fraudulenta, organização criminosa, lavagem de dinheiro, ligação com milícia privada, interferência no Banco Central e corrupção de autoridades. O conjunto das suspeitas dificulta a estratégia da defesa.
Vorcaro contratou o criminalista José Luiz de Oliveira Lima, conhecido como Juca, para negociar uma delação premiada. A linha inicial era entregar informações em troca de benefícios penais. Na etapa final, porém, ele recuou e decidiu não avançar sobre relações com ministros do STF, de acordo com a publicação.
Após esse recuo, a Polícia Federal manteve a investigação e concluiu que a colaboração não era ampla o bastante para justificar acordo. Com a delação rejeitada, Vorcaro dispensou o advogado responsável pela negociação.
Honorários milionários sem efeito na prisão
A mesma publicação afirma que Vorcaro gastou valores elevados com bancas de advocacia. Um dos repasses citados foi de R$ 129 milhões ao escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes. Apesar do volume de honorários, o banqueiro continua preso e sem mudança concreta no quadro jurídico até esta sexta-feira, 23 de maio de 2026.