Lula orientou a recusa à venda do Banco Master ao BTG Pactual em reunião no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024, segundo documentos apreendidos pela Polícia Federal e revelados pelo UOL. No encontro, o empresário Daniel Vorcaro perguntou ao presidente se deveria vender o banco ou seguir no mercado.
Venda do Master no Planalto
De acordo com o UOL, Vorcaro disse a Lula que o BTG, de André Esteves, queria comprar o banco por R$ 1 e afirmou que não queria confusão. Na mesma conversa, ele defendeu a permanência do Master como forma de reduzir a concentração bancária no país. A publicação relata que Lula apoiou essa linha e aconselhou o empresário a não fechar a venda.
A reunião teve a presença dos ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia. Também participaram Gabriel Galípolo, que depois assumiu a presidência do Banco Central, e o ex-ministro Guido Mantega, apontado como consultor do Banco Master.
Documentos da PF e mensagens
Os registros vieram de material apreendido pela PF na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. Segundo o UOL, mensagens de abril de 2025 mostram que Vorcaro voltou a discutir com o sócio Augusto Lima a possibilidade de vender o banco ao BTG pelo valor simbólico de R$ 1.
Nessas conversas, ainda conforme o UOL, Vorcaro pediu sigilo sobre a negociação. O conteúdo reforça que a venda foi tratada após a reunião no Planalto, embora a operação não tenha sido concluída naquele momento.