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Flávio Bolsonaro articula revogaço com Sachsida mapeando medidas

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Senador Flávio Bolsonaro e economista Adolfo Sachsida articulam revogaço de medidas do governo Lula
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articula um amplo movimento de revisão legislativa batizado de revogaço, com o objetivo de desmontar regulações e intervenções estatais acumuladas nos últimos anos. Para estruturar o levantamento técnico, escalou o economista Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia do governo Jair Bolsonaro, para mapear as medidas passíveis de revogação.

Revogaço: o que está na mira

A iniciativa mira decretos, portarias e normas editadas pelo governo Lula que, na avaliação do grupo, ampliam a presença do Estado na economia, encarecem o ambiente de negócios ou restringem liberdades individuais. Sachsida, economista com trânsito no campo liberal, é considerado peça-chave por sua capacidade de traduzir o debate técnico em agenda legislativa. Conforme apurado pela Gazeta do Povo, o movimento busca construir uma plataforma programática para 2026, antecipando o debate sobre o tamanho do Estado antes da corrida eleitoral.

A estratégia replica, em parte, o modelo adotado por Javier Milei na Argentina, onde um decreto de desregulamentação massiva foi usado como instrumento de ruptura com o status quo burocrático. No Brasil, o caminho passa pelo Congresso Nacional, o que exige articulação mais lenta — mas potencialmente mais duradoura.

Contexto político e disputa de narrativa

O movimento de Flávio Bolsonaro ocorre em meio ao reposicionamento da direita brasileira para 2026. Com o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível, o campo conservador busca consolidar uma agenda propositiva que vá além da oposição ao PT. A escolha de Sachsida sinaliza que o eixo econômico será central: menos regulação, menos gasto e mais mercado. A iniciativa ainda depende de adesões no Senado e na Câmara dos Deputados para ganhar tração real, segundo análise da Revista Oeste.

O revogaço de Flávio Bolsonaro é, antes de tudo, um exercício de posicionamento. Sachsida empresta credencial técnica a uma agenda que precisa sair do campo do discurso e virar proposta concreta. Se a direita conseguir transformar esse mapeamento em projetos de lei com apoio parlamentar, entrega algo raro na política brasileira: oposição com conteúdo. O governo Lula, refém de uma coalizão cara e intervencionista, oferece terreno fértil para esse contraste. A questão é se a articulação vai além do anúncio.

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