O governo Lula registrou déficit de R$ 30 bilhões em fevereiro de 2026, ampliando o rombo fiscal acumulado no ano. Os dados reforçam a trajetória de desequilíbrio nas contas públicas federais, segundo informações publicadas pelo Estadão e pela Folha de S.Paulo.
Rombo fiscal cresce no início de 2026
O resultado negativo de fevereiro é reflexo do crescimento acelerado dos gastos públicos, que continuam superando a arrecadação. O Ministério da Fazenda, chefiado por Fernando Haddad, insiste na narrativa de que o arcabouço fiscal está sob controle, mas os números contradizem o discurso. O déficit acumulado nos dois primeiros meses do ano já preocupa analistas do mercado financeiro.
A expansão de despesas obrigatórias, o aumento do funcionalismo público e os programas de transferência de renda explicam parte do desequilíbrio. O governo ampliou gastos em ritmo superior ao crescimento da receita, pressionando o resultado primário. A Receita Federal até bateu recordes de arrecadação em alguns meses, mas o volume de despesas não deixa espaço para folga fiscal.
Economistas liberais alertam que o padrão de gasto do governo PT repete o ciclo visto entre 2011 e 2014, período que precedeu a maior recessão da história recente do Brasil. A diferença é que, desta vez, a dívida pública já parte de um patamar muito mais elevado, reduzindo a margem de manobra para ajustes futuros.
Arcabouço fiscal não contém as despesas
O arcabouço fiscal, aprovado em 2023 como substituto do teto de gastos, foi vendido pelo governo como solução para a sustentabilidade das contas públicas. Na prática, a regra permite crescimento real das despesas e não impõe limites rígidos. O resultado é um regime fiscal que acomoda o gasto em vez de contê-lo, conforme apontou análise da Gazeta do Povo.
O déficit de R$ 30 bilhões em um único mês não é acidente — é consequência direta de um governo que trata o Tesouro como fonte inesgotável de recursos. Enquanto o discurso oficial fala em responsabilidade fiscal, os números contam outra história. O custo dessa equação será pago pelo contribuinte, seja via inflação, seja via aumento de impostos. O Brasil já viveu esse filme. O final não foi bom.