Pesquisa em SP do instituto Futura Inteligência, feita entre 27 e 29 de abril com 1,2 mil eleitores em 241 cidades, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atrás de Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado em simulações de segundo turno no maior colégio eleitoral do país.
Segundo a CNN Brasil, Flávio Bolsonaro aparece com 46,7% contra 39,4% de Lula. Brancos e nulos somam 12,6%. Outros 1,3% não souberam ou não responderam. Em outro cenário, Zema marca 42% ante 39% do petista. Contra Caiado, o placar é de 41,1% a 38,6%.
Pesquisa em SP e rejeição
O mesmo levantamento indica que Lula tem a maior rejeição entre os nomes testados. Segundo a CNN Brasil, 53,1% disseram que não votariam no presidente em hipótese alguma. Flávio Bolsonaro registra 43,4%. Zema tem 14,7%. Caiado, 13,6%.
A sondagem também mediu a avaliação do governo federal. De acordo com a CNN Brasil, 54,8% desaprovam a gestão de Lula em São Paulo, enquanto 41,5% aprovam. Na avaliação qualitativa, 45,7% classificam o governo como ruim ou péssimo. Outros 32,9% o consideram ótimo ou bom. Mais 20,4% o veem como regular.
Desgaste no maior colégio eleitoral
Os números importam porque São Paulo concentra o maior eleitorado do país e costuma servir de termômetro nacional. O dado mais duro para o Palácio do Planalto não é só a desvantagem nos cenários. É a combinação de rejeição alta com desaprovação consolidada. Isso reduz margem para recuperação e expõe dificuldade do governo em falar com o eleitor de centro e com o setor produtivo.
O retrato é ruim para Lula porque atinge o núcleo da sua pretensão de competitividade em 2026. Quando três nomes da direita vencem no maior estado do país, o problema deixa de ser ruído passageiro e vira desgaste político real. Rejeição acima de 50% não nasce do nada. É resultado de um governo mais preocupado com discurso, gasto e acomodação de aliados do que com eficiência, segurança e crescimento.