O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu ultimato direto ao regime iraniano: ou o Irã abre o Estreito de Ormuz e aceita negociações sobre seu programa nuclear, ou enfrenta ataques militares americanos em até 48 horas. A declaração, feita em 29 de março de 2026, elevou a tensão geopolítica no Oriente Médio a um nível não visto nos últimos anos.
Trump e o Irã: ultimato com prazo definido
Segundo reportagens do Wall Street Journal e da CNN, Trump publicou a ameaça em sua rede social e reforçou o recado em declarações à imprensa. O alvo seriam instalações nucleares e energéticas iranianas. O presidente americano condicionou qualquer recuo à abertura imediata do Estreito de Ormuz — passagem estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial — e ao início de negociações diretas sobre o arsenal nuclear de Teerã.
O regime do aiatolá Ali Khamenei respondeu com retórica de resistência, prometendo “consequências severas” a qualquer ataque. O Irã mantém o controle sobre o estreito como carta geopolítica central há décadas. Fechar ou ameaçar fechar a passagem é instrumento recorrente de pressão contra o Ocidente.
Contexto: programa nuclear e tensão acumulada
O impasse não é novo. Desde o abandono do acordo nuclear de 2015 — o JCPOA — durante o primeiro mandato de Trump, as negociações entre Washington e Teerã nunca se recompuseram de forma consistente. O Irã avançou no enriquecimento de urânio, aproximando-se de capacidade para produzir armamento nuclear, conforme relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica. A paciência americana chegou ao limite.
A movimentação ocorre em paralelo ao apoio iraniano ao Hamas, ao Hezbollah e às milícias que atacaram forças americanas no Iraque e na Síria. Para Trump, o acúmulo de provocações justifica a escalada retórica — e possivelmente militar.
A postura de Trump é a de quem entendeu que o regime iraniano só recua diante de força real, não de apelos diplomáticos. Décadas de concessões ocidentais produziram um Irã mais armado, mais agressivo e mais próximo da bomba nuclear. O ultimato pode ser retórica de negociação — ou o prelúdio de uma ação militar que redesenhará o equilíbrio do Oriente Médio. De qualquer forma, a linguagem da fraqueza foi descartada. E isso, por si só, já muda o jogo.