O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi oficialmente confirmado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como pré-candidato ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira (19), em evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mais cedo, na capital paulista, Haddad havia anunciado sua saída do comando do Ministério da Fazenda, sendo substituído pelo secretário-executivo da pasta, Dario Durigan. A mudança, que marca a 16ª troca ministerial no atual governo, evidencia um claro rearranjo político visando a próxima corrida eleitoral, conforme publicou a Revista Oeste.
O “sacrifício” e o cenário econômico
Durante seu discurso, Haddad tentou afastar a narrativa de que estaria indo para um “sacrifício” ao enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas, admitindo, no entanto, que haverá um “debate duro”. O ex-ministro resistia à ideia de disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes, mas acabou cedendo à forte pressão de Lula, que busca desesperadamente montar um palanque competitivo no maior colégio eleitoral do país.
O próprio presidente Lula, em um momento de rara franqueza, admitiu durante o evento que a percepção da sociedade sobre a economia “ainda não é boa”, reconhecendo que o povo está mais endividado e que o padrão de consumo mudou. A declaração soa como um atestado de falha da gestão econômica que Haddad acaba de deixar para trás.
Análise NotíciaDireta: A saída de Fernando Haddad da Fazenda para disputar o governo paulista não é um movimento de força, mas de desespero do PT. Lula sacrifica seu principal ministro em uma tentativa arriscada de barrar o avanço da direita em São Paulo, liderada por Tarcísio de Freitas. Ao mesmo tempo, o governo confessa o fracasso de sua política econômica ao admitir o endividamento e a insatisfação popular. O PT aposta suas fichas em um nome que já foi rejeitado pelos paulistas, mostrando a escassez de quadros e a dependência crônica da figura de Lula para tentar sobreviver politicamente.