O fazendeiro Sabir Ali acusou um DJ de casamento de causar a morte de 140 aves após uma passagem com som alto em frente à sua propriedade, na noite de 5 de maio, em Uttar Pradesh, na Índia. Segundo o jornal Metro, a procissão passou por volta das 21h30 e teria provocado pânico no galinheiro.
Investigação sobre som alto
De acordo com o relato apresentado à polícia, as caixas de som operadas pelo DJ Kavi Yadav estavam em volume extremo durante o cortejo matrimonial. Ali afirmou que o barulho assustou as galinhas a ponto de elas morrerem logo após a passagem da comitiva.
As autoridades locais abriram apuração para verificar se o equipamento excedia os limites legais de ruído, conforme publicou o Metro. A investigação também tenta reconstruir a sequência dos fatos para saber se há nexo entre o volume da música e a morte das aves.
Até o momento, Kavi Yadav não apresentou versão pública sobre a acusação. O caso mistura dano patrimonial, possível infração administrativa por poluição sonora e uma dúvida técnica: se o ruído, por si só, foi a causa direta das mortes ou se havia outros fatores no ambiente da criação.
Responsabilidade e prova
Casos assim exigem prova objetiva, não suposição. Se houve excesso de som, a punição deve seguir a lei. Se não houver laudo capaz de ligar o barulho à morte das aves, a acusação vira só ruído. Segurança jurídica depende de fato comprovado, não de comoção local.
O episódio expõe um ponto simples: regras existem para limitar abuso, inclusive o barulho privado que invade a vida alheia. Estado fraco na fiscalização e forte no improviso produz isso: conflito, prejuízo e investigação tardia. Sem critério técnico, sobra arbitrariedade.