Luiz Inácio Lula da Silva cobrou a soltura de Thiago Ávila ao afirmar que manter o brasileiro preso por Israel é uma “ação injustificável”. A manifestação ocorreu nesta terça-feira (5), após a Justiça israelense prorrogar a detenção do ativista até domingo (10).
Thiago Ávila preso
Segundo o UOL, Lula disse nas redes sociais que a detenção do integrante da flotilha Global Sumud em águas internacionais já havia sido uma afronta ao direito internacional. Na mesma publicação, o petista afirmou que o governo brasileiro exige garantias de segurança e libertação imediata para Ávila.
A decisão da Justiça israelense também atingiu o espanhol Saif Abu Keshek. Lula afirmou que a cobrança é feita em conjunto com o governo da Espanha, que também teve um cidadão detido na operação. A extensão da prisão elevou a tensão diplomática entre Brasília e Tel Aviv.
Reação do governo
O caso ganhou peso político porque o Palácio do Planalto decidiu tratar a prisão como tema diplomático. Segundo a CNN Brasil, o governo brasileiro passou a pressionar por garantias formais ao ativista. Até aqui, porém, o discurso de Lula é mais duro no campo retórico do que eficaz no resultado concreto.
Lula tenta capitalizar politicamente um episódio externo com linguagem inflamada, mas sem apresentar qual medida prática pode alterar a decisão de Israel. O governo transforma o caso em palanque ideológico, enquanto a capacidade real de pressão do Brasil segue limitada.