Home Política Banco Master empresta R$ 22 milhões à cunhada de Hugo Motta
Política

Banco Master empresta R$ 22 milhões à cunhada de Hugo Motta

Share
Deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, em destaque na notícia sobre empréstimo do Banco Master à sua cunhada.
Share

A empresária Bianca Araújo Medeiros, cunhada do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), obteve um empréstimo de ao menos R$ 22 milhões junto ao Banco Master. A operação financeira, firmada em 2024, teve como garantia as cotas da empresa ETC Participações, da qual Bianca se tornou controladora, e o montante foi destinado à compra de um terreno para desenvolvimento imobiliário em João Pessoa, na Paraíba.

O timing suspeito da operação

O caso levanta questionamentos devido ao contexto em que ocorreu. Documentos revelam que Bianca adquiriu 100% das cotas da ETC Participações, uma empresa com capital social de apenas R$ 100 mil, em 8 de março de 2024, dias antes de garantir o empréstimo milionário. Além disso, a empresária já havia sido indicada por Hugo Motta para cargos comissionados no extinto Ministério da Cidadania durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme publicou o Jornal do Comércio.

O escândalo do Banco Master

A revelação ganha contornos ainda mais graves diante da situação do Banco Master. A instituição financeira está no centro de um escândalo de fraude estimado em R$ 12 bilhões, envolvendo o empresário Daniel Vorcaro. O caso, que já motivou múltiplos pedidos de CPI no Congresso Nacional, investiga repasses suspeitos e relações umbilicais entre o banco e figuras do Judiciário, incluindo familiares de ministros do STF. O deputado Lindbergh Farias (PT) chegou a acionar a PF e a PGR para apurar a conduta de autoridades no caso.

Em nota, Bianca Medeiros afirmou que o contrato seguiu as condições de mercado e negou qualquer relação do deputado com a operação. Hugo Motta, por sua vez, declarou não ter participação no negócio nem associação financeira direta com o banco.

Análise NotíciaDireta: Mais uma vez, o pagador de impostos assiste atônito ao balcão de negócios que se tornou Brasília. Enquanto o cidadão comum sofre para conseguir crédito e empreender no Brasil, parentes de políticos poderosos obtêm cifras milionárias em instituições financeiras atoladas em escândalos de corrupção. O caso do Banco Master, que já respinga no STF e agora no comando da Câmara, exige uma investigação rigorosa e transparente. Não podemos tolerar que o livre mercado seja usado como fachada para o compadrio estatal.

Share

Últimas Notícias

Propaganda