Home Política Caminhoneiros decidem hoje greve nacional contra alta do diesel
Política

Caminhoneiros decidem hoje greve nacional contra alta do diesel

Share
Fila de caminhões parados em rodovia durante protesto contra a alta do preço do diesel no Brasil.
Share

Nesta quarta-feira (18), lideranças dos caminhoneiros reúnem-se em Santos (SP) para decidir o início de uma greve nacional, motivada pela disparada de quase 19% no preço do diesel em menos de um mês. A paralisação, que pode começar já nesta quinta-feira (19), reflete a insatisfação crescente da categoria com a política econômica do governo Lula, que tem se mostrado incapaz de conter a inflação dos combustíveis e garantir a viabilidade do transporte de cargas no país.

O peso do Estado no tanque

O estopim para a mobilização foi o reajuste de 11,6% nas refinarias anunciado pela Petrobras, elevando o preço médio nas bombas de R$ 6,10 para R$ 6,58 em apenas uma semana. Enquanto o governo federal tenta apagar o incêndio com promessas de zerar alíquotas de PIS/Cofins e aciona a Polícia Federal para investigar postos, a realidade nas estradas é de prejuízo. Conforme publicou o portal NDMais, a orientação de líderes como Wallace Landim, o “Chorão” da Abrava, é que os motoristas fiquem em casa para evitar multas, evidenciando o estrangulamento do setor produtivo por um Estado que pune quem trabalha.

Ameaça de desabastecimento

A adesão à greve ganha força em estados estratégicos como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Goiás. A dependência do modal rodoviário coloca o Brasil em alerta máximo para o risco de desabastecimento, lembrando o caos de 2018. O vice-presidente Geraldo Alckmin apressou-se em dizer que “não há motivos para greve”, uma declaração que soa desconectada da realidade de quem sofre com a alta carga tributária e a ineficiência estatal. A crise atual expõe a fragilidade de um modelo econômico intervencionista, contrastando com as políticas de livre mercado defendidas por líderes como Javier Milei na Argentina, que buscam desonerar o setor produtivo.

A iminente greve dos caminhoneiros é o sintoma claro de um governo que asfixia a economia real. Ao invés de promover o livre mercado e reduzir o peso do Estado, a gestão petista recorre a paliativos e ameaças de fiscalização. A conta da irresponsabilidade fiscal e da intervenção estatal, mais uma vez, cai no colo de quem produz e transporta a riqueza do país.

Share

Últimas Notícias

Propaganda