A comitiva de Lula aos Estados Unidos reuniu cinco ministros e o diretor-geral da Polícia Federal para a reunião de trabalho com Donald Trump nesta quarta-feira, 6. Segundo o Estadão, este foi o terceiro encontro presencial entre os dois desde o início do atual mandato do petista.
Comitiva de Lula nos EUA
Viajaram com Luiz Inácio Lula da Silva o chanceler Mauro Vieira, Dario Durigan, da Fazenda, Márcio Rosa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alexandre Silveira, de Minas e Energia, e Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública. Também integrou a delegação Andrei Rodrigues, chefe da Polícia Federal.
O governo diz que a composição ampla se deve à pauta. Entraram na agenda comércio bilateral, terras raras, crime organizado e conflitos internacionais. Conforme publicou a CNN Brasil, também pesam a apuração americana sobre o Pix e temas ligados à cooperação em segurança.
Pauta mistura diplomacia e crise
A presença de Andrei Rodrigues deu peso político ao braço policial da viagem. Segundo o UOL, o atrito entre o serviço de imigração dos Estados Unidos e a Polícia Federal após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem em Miami entrou no radar das conversas. A viagem ocorre enquanto o governo acumula críticas pelos gastos com deslocamentos internacionais desde 2023.
O tamanho da delegação expõe a marca do lulismo: Estado grande, comitiva grande e custo grande. Ao buscar tratar comércio, segurança, energia e crise policial ao mesmo tempo, o Planalto tenta mostrar relevância externa, mas também confirma sua dependência de uma máquina inchada para produzir resultados que seguem incertos.