Nunes Marques no TSE: o ministro assumiu na terça-feira, 12 de maio, a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, e disse na posse que “não nos cabe escolher vencedores, nem orientar preferências políticas”. Ao lado dele, André Mendonça tomou posse como vice-presidente da Corte.
Nunes Marques no TSE
Segundo a Folha Destra, o discurso de posse foi centrado na neutralidade institucional e na defesa da soberania popular. Nunes Marques afirmou que a função da Justiça Eleitoral é proteger a vontade do eleitor, não substituí-la.
A fala tem peso político porque antecipa o debate sobre o papel do TSE nas eleições de 2026. Depois de anos de judicialização crescente e de decisões que ampliaram o protagonismo das cortes, o novo presidente tenta marcar uma linha de contenção. A mensagem é simples: a urna escolhe; o tribunal garante a regra.
Recado sobre o papel da Corte
A posse ocorreu no plenário do edifício-sede da Corte Eleitoral. O gesto de Nunes Marques também responde a uma cobrança pública por equilíbrio institucional. Em democracias sólidas, juiz não atua como tutor político do eleitor. Atua como árbitro. Quando esse limite se confunde, a confiança no processo cai.
A declaração de Nunes Marques acerta no ponto central. Justiça Eleitoral não existe para filtrar a vontade popular nem para arbitrar o resultado desejável pela elite política ou pela imprensa. Se o TSE seguir essa linha, já terá prestado um serviço maior do que qualquer ativismo travestido de defesa da democracia.