Daniel Alex Fortunato, secretário do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, será exonerado após ser preso em flagrante por violência doméstica no dia 2 de março, em um resort de Japaratinga, em Alagoas. O caso de violência doméstica ocorreu durante viagem pessoal, após agressão contra a companheira dentro do quarto do hotel.
Violência doméstica em Alagoas
Segundo o inquérito policial, Fortunato deu um soco no rosto da vítima durante uma discussão. Conforme relato registrado no caso, ele também teria feito ameaças, inclusive de morte, se a mulher chamasse a polícia. A vítima conseguiu acionar a recepção do hotel, e a Polícia Militar foi ao local. Ela foi levada para atendimento hospitalar.
No dia seguinte, Fortunato passou por audiência de custódia na 2ª Vara da comarca de Porto Calvo. Segundo o UOL, a Justiça negou a prisão preventiva por ele não ter antecedentes criminais. Houve liberação mediante fiança de dez salários mínimos, no valor de R$ 16.210, além de medidas cautelares e protetivas por seis meses.
Entre as restrições, ele não pode se aproximar da vítima a menos de 500 metros, nem manter contato com ela, familiares ou testemunhas. Também deverá se apresentar mensalmente à Justiça e não poderá deixar Brasília por mais de 15 dias sem autorização judicial. Fontes do ministério confirmaram que a exoneração deve ser formalizada após a repercussão do caso.
Governo Lula e o custo político
O episódio expõe mais um problema de controle político e de seleção de quadros no governo Lula. Quando o discurso oficial fala em proteção às mulheres, o mínimo esperado é reação rápida e corte imediato. Exoneração é obrigação, não virtude. O caso também mostra como a máquina pública segue vulnerável a indicações sem filtro rigoroso, algo comum em governos que incham cargos e loteiam estruturas.