A Prefeitura de Nova Iguaçu ajuizou, no fim de abril, três ações para cobrar Lindbergh Farias por uma dívida de R$ 4,97 milhões. A cobrança contra Lindbergh Farias foi apresentada na Justiça com base em valores já inscritos na dívida ativa do município.
Dívida de Lindbergh Farias
Segundo a Folha Destra, o total inclui multa, correção monetária e juros. A origem do débito, de acordo com a Procuradoria-Geral de Nova Iguaçu, está em condenações impostas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
As penalidades se referem a irregularidades apontadas no período em que Lindbergh Farias comandou a prefeitura, entre 2005 e 2010. O hoje deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores deixou o cargo antes do fim do segundo mandato para disputar o Senado em 2010.
Execução fiscal não é detalhe burocrático. É cobrança formal de débito já constituído. Quando o alvo é um nome de peso do Partido dos Trabalhadores, o caso ganha relevância política porque expõe um passivo ligado à gestão municipal e ao uso da máquina pública.
O episódio contrasta com o discurso moralizante que parte da esquerda costuma adotar quando fala de responsabilidade pública. Cobrar quase R$ 5 milhões de um parlamentar petista por condenações ligadas à sua passagem pela prefeitura reforça um padrão conhecido: Estado grande, gestão falha e a conta empurrada para o contribuinte.