A PF trocou o delegado do inquérito sobre fraudes no INSS, e o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, protocolou nesta segunda-feira (18) um requerimento para cobrar explicações do diretor-geral Andrei Rodrigues. A cobrança trata da mudança no caso que apura a blindagem de Lulinha e da transferência da investigação para outra área da corporação.
PF troca delegado no inquérito
Segundo o requerimento apresentado na Comissão de Segurança Pública, Sóstenes quer que Andrei Rodrigues explique a substituição do delegado que conduzia o caso. O parlamentar afirma que a troca ocorreu em um momento sensível da apuração e questiona se as diligências já realizadas e as provas produzidas serão preservadas.
A investigação deixou a área da Polícia Federal que vinha conduzindo o inquérito e passou para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, a Cinq. Esse setor anterior havia adotado medidas relevantes no caso, como a quebra de sigilo de Lulinha, conforme o material da apuração.
Pedido de explicações ao diretor-geral
Em nota oficial, a PF disse que a alteração busca garantir maior eficiência e continuidade às investigações. A corporação informou que a Cinq tem estrutura permanente para atuar em operações sensíveis e complexas com tramitação no STF.
Nas redes sociais, Sóstenes comparou o episódio às críticas feitas em 2020 ao então presidente Jair Bolsonaro, quando houve questionamentos sobre mudanças em comandos da PF durante apurações envolvendo familiares. No requerimento, o deputado pede esclarecimentos formais ao Congresso sobre os motivos da troca.